Sunday, December 30, 2018

Fate of a precious book



One night, walking my dog, I noticed a large hold luggage lying in the trash. I opened it with curiosity; inside were several books, which upset me because, as a rule, I do not throw books for trash. Among them was a small booklet dated 1885. With some tenderness I brought him home. It contained the memories of an old man. I loved to read it because he described with great devotion all his life and all the hardships he went through.
.....
Finally he, in his modesty, wrote that these modest memories" will count for little or nothing for many". I was perplexed: in fact, the possessor of this precious little book put it in the trash, as if the whole history of this life were of no interest at all. It seemed that the old gentleman guessed the fate of his little book. I wept, wanting to embrace this gentleman whose life of dignity and preserverance had been reduced to rubbish in the mind of one who, without shame, despised him

Wednesday, December 19, 2018


What if I lose my strength?
19th Dec 2018

Today I am without spirit, without the strength to go on in life, and at work. Tracing my goals is becoming difficult because I do not see them clearly. I see my professional merit lying down and I am very sad, and almost without respect for myself. I have almost no professional interest.
My feelings try, discreetly, to kill me. I do not feel the strength to oppose them

Monday, December 17, 2018

I left my "friends"
In my mind I left them. I realized they are not my friends anymore (since about 20 years ago). I have realized that my friends were false. They only care about themselves and their easy life: dinners, parties, trips, and so on. They make judgments about me without wanting to understand myself. They make judgments and continue to laugh.

Today I'm specially down. My Yoga practice ended with me in tears remembering my father and how I miss him. I need to practice more and more and more because I still can not master my thoughts and my memories. Not really my memories but the way I miss those who are already gone.

It's Christmas time and, because of this, I thought that, for the first time in 7 years, I would set up my ceramic Christmas toy village . But I feel it is not yet the time. The village remembers me who gave it to me, and I can not stand it.
The feeling of defeat and longing prevails and puts me in tears. I really miss them.

Friday, November 16, 2018

Here I am

Here I am

One day the kid told that had to go away because the mother was a bad influence. It was really the beginning of the unthinkable. It had never occurred to the mother, who am I, that she was a bad company, that she was an absent mother, who had treated her children badly by denying them company and conversation.
This mother has fond memories of their childhood. This kid almost dyed in her arms when she was a few months old at the hospital. I fought with all my strength to not give up on this tremendous nightmare. And she survived. They (mother and her kids) walk together to schools, played with dolls and puzzles, stories at bedtime, birthday cakes decorated in detail for all children in the family. Christmas decorations throughout the house and so on, and so on .....

What has she failed to do? Did she failed, in fact? Or is it the psychological circumstances, from one part to another that say so?
....
I feel that I failed, yes, when I fell into my abyss; when that abyss engulfed me in the darkness. Then I turned to myself and to my memories, to those who no longer can return. This swallowed me up so that I made everyone suffer around me for years. It was a long way. I had to take my time to get back and put my feet on the ground.
The real flowers waited for me until I saw them again: big and beautiful, they were there but I could not see them until one day.

With precious help I was able to climb my mountain and, once again, to see the flowers and the birds at the garden, the insects of wonderful colours that, without knowing my condition, continue their toil, who knows(?) waiting for me.

But here I am, near the top of the mountain almost with head held high and chest protruding like a majestic lion defending his offspring.

What have I failed?

Saturday, November 10, 2018

She's with me



My mother knit for the whole family until she became ill with Alzheimer's. Today I encouraged myself to break up a job she had begun. The wool was useless as it was. I wiped it out with some hurt in my heart. Now I am going to make this yarn of wool, useful to someone who is yet to come.
I am sure that, wherever she is, she will be proud.

I feel lonely

She's with me, but where? <3

Thursday, November 1, 2018

1 de Novembro de 2018
 

Halloween Halloween!!


The joy I feel in my house make me happy. So I decided, besides my sad side, to celebrate it.

I bought some candles, pumpkins, bat-wreaths for my 
children's girlfriends. And in the end, I made crochet bats, spiders, cobwebs, and ghosts. Since it is a party I bought a chocolate covered carrot cake.


They are all dear ones so I decided to celebrate.

It's my good way coming up
PS: I fell in tears as I light up the candles to my parents. It's normal. It's my heart speaking: Love you. Stay in peace

Monday, October 29, 2018

29 de Outubro de 2018
My childhood in Africa

Young I was and in Africa I grew up
Today one friend of mine sent me guava fruits as a gift
Such a goood smell  engulfed me and brought me memories of when I was a little girl

Perched on one of the branches of the tree, I ate till there were no more left
Hours of pleasure delighting me to the sounds of Nature.
The way of Africa

Sunday, October 21, 2018

Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

                             Florbela Espanca


Thursday, October 4, 2018

Quando o dia é longo
O que sinto? Não sei! Tristeza, angústia, aperto no peito, falta de forças, vontade de acabar com este sofrimento. Mas sou obrigada a suportá-lo.Toda a sociedade assim o exige. Por que não poder tomar eu esta decisão?! Acabar como? Não sei! Dói muito! Porquê tanta dor que nem sequer posso extravasar, exteriorizar, deitar fora? Está presa dentro de mim e não posso mandá-la embora. Ela insiste. Vem e volta vem e volta. Choro e choro e choro por dentro, nem uma lágrima. O que dói só eu sei. Serei forte ou fraca? Fraca porque o organismo é permeável a este sentir que o cérebro envia. Forte porque aguento. Não sei até quando mas, até lá, considero-me forte.

Thursday, September 20, 2018

Nem tudo são coisas más
Um dia a minha psicóloga pediu-me que "meditasse" um pouco acerca do que penso que Construí e que Conquistei na minha vida. O mais fácil era fazer correr a "pena" para me organizar nos pensamentos. Assim fiz:
                                   
Construção e conquista


Construção articula fragmentos com um determinado sentido e, eventualmente, passa-se à reconstrução de novo sentido
O que temos vindo a construir através da análise do meu sentir, tem sido o tornar o inconsciente em consciente. Descobrir verdades na minha história que poderão ter estado ocultas até agora para, assim, poder "inventar" novas maneiras de as ver e constituir/construir a minha história futura.

"Na experiência analítica, tudo se deve dizer e nada fazer senão dizer. Na força criativa do dizer, o diálogo analítico empenha o sujeito em um trabalho que é mais do que um 'conhecimento de si', é uma verdadeira construção, ou (re)construção, por meio da qual o sujeito tenta 'tornar-se aquilo que é', ou melhor ainda, tenta fazer 'seu' o ser que ele é."
In A experiência psicanalítica: seus desafios e vicissitudes, hoje e amanhã por Zeferino Rocha (2008)
Na experiência as vivências recebem uma forma especial de estruturação interior.


1 - Ao ler as teorias de Freud sobre o complexo de édipo, já falámos que, devido à falta de comunicação com o Pai durante a infância e a adolescência, actualmente, se calhar, procuro apoio de natureza parental. Esta necessidade, parece-me, é dirigida às pessoas que me são próximas e queridas. Assim, procuro apoio no marido e nos filhos. Nem sempre essa busca é bem sucedida. Talvez daí venha a frustração e a tristeza que me acompanha.
A morte dos Pais levantou este sentimento. No meu inconsciente surgiu o sentimento de falta, de impotência (impossibilidade de atingir). Fugiu-me aquilo que acabara de conquistar. Estava a construir algo que me faltara na infância. A morte quebrou a minha construção. Fiquei impossibilitada de a continuar. E agora? Como aceitar este facto?
Talvez me esteja a centrar no complexo de édipo e não seja esta a verdadeira causa de toda a minha psicopatologia nem mesmo que seja complexo de édipo mas, talvez seja um bom começo de auto-análise. Será que todo o meu futuro se desenvolveu baseado nesta falta? Sempre admirei, venerei e respeitei o meu Pai. O certo é que sentia uma grande distância entre ele e mim. Actualmente estava a conseguir conquistá-lo, a conseguir que cedesse aos seus sentimentos e os expressasse perante mim. Que confiasse em mim a ponto de me deixar penetrar no seu sentir, a ponto de confidenciar comigo. Com isto sentia que ele me respeitava e me apoiava sentindo comigo os desgostos e alegrias da vida. Talvez a morte tenha sido demasiado precoce em relação ao desenvolver deste processo tardio.
Complexo de édipo implica ciúmes da Mãe, coisa que não me lembro de sentir. O que sentia sim, era falta de carinho do Pai. Falta de aproximação. A proximidade da Mãe não me chegava; era pouco. Eu queria muito a aproximação do Pai e finalmente consegui alguma.


Construí

2 - Construí uma ligação crescente entre mim e os meus Pais e irmã. Estes laços ajudaram os meus Pais a serem felizes enquanto responsáveis pela minha formação. Penso ter sido também importante na construção dos laços criados entre eles e a minha irmã e entre mim e ela. A semente foi lançada por eles, mas considero que tive um papel activo com a minha maneira de ser.

3 - Em relação a mim tenho feito uma construção contínua da minha identidade, o meu ser, com base nos valores que me ensinaram. Fui crítica e, por isso, criei problemas por vezes. Principalmente na adolescência. Nessa altura criei mau ambiente na família, tenho noção disso. Mas penso que consegui transmitir que a minha identidade tem que ser respeitada. Aqui penso que foi uma conquista que fiz para poder construir-me. Conquistei o respeito de quem me rodeava, coisa que, penso, se manteve. Ouvia, por vezes, comentários negativos sobre a minha maneira de ser reservada, pouco faladora. Por outro lado percebia que a minha sensibilidade era apreciada sendo um factor positivo. Em relação aos factores negativos não sabia resolvê-los ficando ofendida talvez pensando que até tinham razão. No entanto eu era assim e achava que não deveriam existir padrões para ter sucesso. Lembro-me de a Mãe contar que eu em casa não falava mas que veio a saber que, na escola, era das que mais falavam. Não hesitava quando havia perguntas. Nunca entendi porquê. 

Criei as minhas próprias experiências para reflectir e atingir os meus objectivos como pessoa. Saí de casa pois não quiz aceitar aquilo que considerava autoritarismo e desrespeito.
Segui o caminho que tracei em termos intelectuais e sociais. Fiz uma escolha em relação aos estudos e profissão, tendo tido a aprovação dos Pais.
Aceitei um casamento (não sei se se pode considerar conquista pois eu senti-me conquistada e não conquistadora), que falhou. Falhou desde o início. Fui tolerando e lutando mas não consegui o que idealizava e desisti.

Continuo lutando e tentando construir o meu eu em contínuo, tentando interpretar as minhas reacções perante as minhas experiências e tentando compreender-me a mim própria.

Será que construí:?
4 - O desenvolvimento das crianças do ponto de vista emocional, de valores e de inserção na sociedade. Através do desenvolvimento da imaginação, de transmissão de amor e de ensinamentos aparentemente menos importantes mas bons para se desenvolverem emocionalmente e socialmente (como, por exemplo, observar pormenores na natureza e nas pessoas).

Empenhei-me sempre, principalmente, em transmitir-lhes o amor que sentia por eles e esperando que assim aprendessem a amar o próximo. Empenhei-me em ensinar-lhes a interpretar e absorver regras sociais de forma a que sózinhos pudessem traçar os seus caminhos da maneira mais saudável possível, por exemplo, fazerem ligações sociais e de amizade com pessoas socialmente saudáveis (nada de drogas ou distúrbios). Ensinei-os a serem respeitadores e sempre tive provas de que isso surtiu efeito, por exemplo, através de informações das escolas. Todos eles hoje em dia são respeitadores do outro enquanto pessoa ou ser vivo. Ajudei-os a desenvolverem a sua sensibilidade, coisa que revejo muito nos 3. Todas as noites lhes lia uma ou mais histórias sendo que a mais lida era a Fada Oriana no tempo do Francisco, os Óculos do coelho Cenourinha com a Joana. O Miguel foi o mais descurado talvez por ser complicado e chorão.

5 - Segundo opinião do João, não os eduquei de forma a criarem hábitos e interesses de maneira a estabilizarem e estudarem. O Francisco, por exemplo, mudou de área de estudo. Passou de ciências para artes, deixou disciplinas por fazer e não estudou o suficiente para terminar o 12o ano. Por outro lado não luta para conseguir um trabalho que lhe dê independência financeira suficiente. Acha que fui eu que permiti a mudança e a ida para Aveiro para acabar o 12o (que não acabou)


Conquistas
6 - Conquistei uma vida melhor do ponto de vista sentimental. Libertei-me de um casamento feito de desentendimentos.

7 - Penso que conquistei o amor e respeito dos meus filhotes.

8 - Conquistei o meu Pai a ponto de confidenciar comigo

9 - Não conquistei uma qualidade que sempre gostaria de ter tido que é facilidade de comunicação. Não tenho nem nunca tive. Desde pequena que luto por isso. Não gostava de falar. Só de observar. Não queria atender o telefone. Aqui os meus Pais erraram, penso, pois com o que diziam apenas conseguiam que eu me fechasse ainda mais. A Mãe era muito comunicativa e não entendia que eu era como o Pai. Apesar de tudo parece-me que ele era mais comunicativo do que eu.

10 - Não consegui nunca ser competitiva.
Considero um defeito que não consigo vencer, que é viver com o coração.
Sou demasiado tolerante o que me é desfavorável na sociedade em que vivemos e no meio profissional.


Saturday, September 8, 2018

PRETENDING!! Is it the solution??

E se eu fingir que estou óptima? Consigo convencer-me/habituar-me a estar óptima? Isso é possível? Só custa ao princípio?
Todos à minha volta ficariam felizes com isso?
Parece que é assim que é preciso para não ser agredida!
Como se faz isso?

Wednesday, September 5, 2018

Estarei?
5 Set 2018
Como me posso curar? Não tenho vontade de nada. Quero fugir. Dizem-me "Sai do pé de mim porque me fazes mal" "Estou doente e tu pões-me ainda mais doente porque não queres estar boa". É o que algumas pessoas me dizem.
Então, repudiam-me porque se lhes meteu na cabeça que eu não quero ficar boa.
Só posso fugir. Mas para onde? Como posso estar bem se a estratégia tem que ser esquecer, esquecer, esquecer? Esquecer que sinto mágoa, esquecer que fico magoada, esquecer que preciso de carinho para ficar boa. A estratégia não pode ser (segundo estas mentes) lidar com tudo isto, mas sim esquecer.
Posso até chorar com um carinho mas será porque me sinto feliz, e a interpretação é que se choro é porque estou mal. "Afasta-te, vai chorar para outro lado".

Se estou mal não me posso manifestar. Eu mostro o que sinto, e até agora tenho tido altos e baixos. Primeiro muito tempo de "baixos", depois baixos e altos, depois altos e baixos. Um turbilhão! Se estou mal tenho que me calar. Se estou bem e pergunto a alguém "estás bem?" É porque vou puxar a conversa das coisas más. E eu num turbilhão. Sem poder ajudar nem pedir ajuda aos mais próximos e mais queridos.
Às tantas encaminho-me para pedir ajuda a quem já partiu e já nem um abraço deles posso sentir.

Abandonar tudo parece que é o que resta. Mas não posso. Afinal estou presa. Para me libertar tenho que largar as amarras e, em mar aberto (sozinha), encontrar terreno onde sobreviver.
Não acredito que  tão cedo volte a viver.

Sunday, September 2, 2018

2 Set 2018
Um coração “do tamanho do universo"


Um dia destes nos meus contactos encontrei uns apontamentos interessantes referentes a alguém de bom coração, condutor de táxi
Escrevi sms:
“Bom dia Sr XX

Sep 2 2018
A heart "the size of the universe"

One of these days in my contacts I found some interesting notes referring to someone with a goodheart, taxi driver I've written sms: Good morning, Mr. XX

Lumiar's cemetery and was, without my noticing, waiting for me while I visited the graves of my parents. ... It was raining heavily and there was a great gale. He told me he waited because. he had never seen anything like that .....
I'm sure I thanked you at that time, but I come to say thank you again, now that I'm feeling better .....
there are good people like a taxi driver so sensitive and considerate that I met on October 13, 2014.
You probably do not even remember me anymore.
A thank you once again "

The answer was:
".....: a kiss the size of the universe and thank you"

Thank you big-hearted Mr "the size of the universe", for showing me that there are also positive things in this world


“....
cemitério do Lumiar e ficou, sem eu esperar, à minha espera enquanto eu visitava as campas dos meus Pais. ... Chovia torrencialmente e estava um grande vendaval. Disse-me que esperou porque. Nunca tinha visto nada assim .....
Tenho a certeza que lhe agradeci naquele momento, mas venho agradecer de novo, agora que estou melhor.....
há pessoas boas, como um condutor de táxi tão sensível e atencioso que conheci no dia 13 de Outubro de 2014.
É muito provável que já nem se lembre de mim.
Um muito obrigada mais uma vez”

A resposta foi:
“.....:um beijo do tamanho do universo e obrigado”

Obrigada Sr de coração grande “do tamanho do universo”,
por me mostrar que também há coisas positivas neste mundo


Saturday, September 1, 2018

Ainda estou aqui (1 Set 2018)
Eis que uma tristeza profunda se instala. Porquê? Calculo que sei mas só não sei por que umas vezes ela se instala e outras não. Os motivos andam sempre girando à minha volta: alguém querido que não fala comigo e eu não sei a razão; alguém querido que não aguenta e me agrava a tristeza dizendo que a egoísta sou eu pois assim de repente "resolvo" ficar mal; alguém querido que me deixou, me abandonou sem ter culpa de nada. Já não estão nunca mais aqueles que não me culpavam nunca. Que falta, que vazio! O que faço aqui? Porquê tanta contradição na minha cabeça tonta? Quero estar com os que me restam mas também quero estar com os que já não estão.

Estou aqui porque sim, estou assim porque sim, deixaram-me porque sim, agridem-me porque sim. Parece tão simples mas é tão difícil. Parece que não há razões para nada disto. Então por que estou aqui, sem ver a porta de saída, enclausurada?

Ainda me sinto em processo de destruição

Tuesday, August 14, 2018

14 de Agosto 2018

Gabriel


Os gansinhos foram domesticados tendo ficado muito mansos, contrariamente ao que outros são. As últimas horas do dia são as melhores para receber deles alguns mimos.
Num passeio que me marcou ao Bussaco, em 2012, impressionou-me bastante o Anjo Gabriel que adorna a fachada principal do Palácio. Imponente e acolhedor. Ficou-me marcado.

Ora um belo dia chego a casa com uma grande angústia, já nem sei porquê. Sentindo-me só e recordando os bons momentos com o Pai, chorei. O ganso aproximou-se e, como de costume, acarinhou-me as mãos. Deixou-se abraçar e entrelaçou o seu pescoço no meu. Se consciente ou não da minha tristeza ninguém o saberá. O conforto que me deu aquele carinho de "alguém" tão longe dos meus problemas, foi extraordinário.
Abriu as asas e exibiu-as. Sem dúvida era o Anjo Gabriel.
E assim lhe dei o nome.

O Oboė de Gabriel, do filme The Misson, tocado por Henrik Chaim, é digno de se ouvir acompanhando este meu episódio

youtube.com/watch?v=2WJhax7Jmxs

Monday, August 13, 2018

Os Outros 2014

algures por 2014
Os outros
Eu - Acho que não estavas bem, há bocado

N-  estou bem. sem conseguir que voltes ao normal

Eu - Tens que saber que estás coisas são mt delicadas. É difícil voltar ao normal. Além disso é preciso ter cuidado pq a mínima coisa pode fazer voltar tudo atrás instantaneamente. Ninguém deve forçar a não ser eu própria. Pode levar anos.

N - sei a teoria toda, n há novidade nenhuma. tens q parar de te convencer que depende de tempo, se não começares já a forçar não adianta.

Eu - Então não fiques triste nem chateada comigo

N- tens q deixar de te agarrar ao que lês e ao que ouves e forçar a mudança.

Eu - Só depende de mim. Outras pessoas fazerem pressão faz pior

N - por isso mesmo

Eu - Quando desistir de tentar, deixo de fazer Tai chi, de ir ao psiquiatra e à Psicoterapeuta

N - se os outros não conseguem nada, faz tu.  mas faz.  ires e fazres tudo mas a cabeça continua a dizer que não vale de nada, não vale mesmo.  e tu ainda n viste isso.  

Eu - Devagar. Tens que ter paciência. Talvez te custe a ti, mas olha que a mim não me custa menos

N-  noutro dia ias comigo à decathlon  e não foste por que não.  sem razão nenhuma.

Eu - Não sei pq foi

N -- continuares a fazer tudo igual aos ultimos anos continuas a afundar.  e n vês isso.  pq n quiseste.  

Eu - Vejo. Mas, por favor, não agridam senão afundo mesmo.


N -  já tentei de todas as maneiras.

Eu - Fazes mta pressão.

N- deixar te escolher o que fazes diariamente, sempre a mesma rotina, sem nada de novo, vais continuar no mesmo caminho.  tens que sair desse caminho.  sair do sofá.  sair do facebook e das memórias através de fotos, 

Eu - Não sei se eles quererão, mas já pensei pedir aos médicos que falem com vocês.

N -  sair da desgraça dos outros.  tens que exercitar o lado bom como fazes com o lado mau.  estimular todos os dias e a toda a hora as coisas possitivas.  não adianta falar connosco.  tens q ser tu a mudar.

Eu - As fotos dão-me conforto. E quem pensa que não, só me poderá fazer mal.  Eu vou melhorando devagar.

N - e fazer te o favor de não forçar, não chatear, não pedir nada, não fazer convites que não vais aceitar, é deixar te continuar o caminho negro que tu queres seguir.  neste momento fazem mal.  e só tu vês o contrário, que dão conforto. 

Eu - Tenho uma irmã que, com as teorias dela, o que é faz é agredir-me. Embora não perceba.

J - o conforto que tu chamas conforto neste momento só te faz mal.  tens q sair do que tu pensas que é conforot.  tu não estás bem no conforto.  estás mal.  
estás mal no conforto há anos, não é de agora.  simplesmente é mais fácil.  há milhões de livros sobre o assunto.

Eu - Tudo isso que dizes é contra mim.
N -  conforto não significa estar bem, simplesmente é mais fácil.  

Eu - Eu estou a ler um q a Psicoterapeuta me mandou ler.

N - q começar as mudanças na tua cabeça, e isso implica saires do conforto, obrigares te a isso.  ninguém consegue, já todos tentamos e não conseguimos.  tens q ser tu.  fazer por ti e fazer pelos que estão à tua volta. 

Eu - Por isso não tentem nada. Eu é que terei que tentar ao meu ritmo.

J - todos estamos preocupados e a querer te de volta, e tu só qrs ficar no conforto, que é fugir para o alentejo para não teres que estar connosco.

Eu - Pelos vistos não tenho o conforto de ter alguém que compreenda. Alguém que não fale de ânimo leve. Toda a gente diz faz assim, faz assado, tens que ... Não é amigável. Vou ali ajudar numa coisa. Já volto.

J -  Toda a gente percebe, mas estar só a dar apoio, como estás a fazer com o Francisco e todos vemos as asneiras que ele anda a fazer e o que isso implica para o futuro dele, não leva a lado nenhum e desespera.  Dar apoio e não ver resultados nem esforços, não é fácil.  Tu não deixas ajudar, portanto o q se tira é q não qrs ajuda p melhorar, e s n qrs ajuda e não melhoras, o q isso significa?

Eu - A ajuda é perigosa. Como te digo. Toda a gente diz tens que... Faz ... Mais vale não dizerem nada

N -mas tds já tentámos tudo

Eu - E que interesse tenho eu em estar assim. Cansada de estar assim

N - já tentámos n fazer nada, já tentámos fazer tudo, já tentámos fazer meio termo, e tu que é quem tem que fazer algo para tentar mudar, não tentas nova estratégia.  quais foram as estratégias para mudança que já tentaste? que fizeste de diferente nestes anos todos?

Eu - Sim. Há pessoas que, pensando que ajudam, me dizem Olha vê lá se pões a cabeça no sítio. Simpatia realmente.

N - não dizem nada para além da verdade.   se incomoda, faz por sair desse estado, assume a doença e "agarra-a pelos cornos "para"

Eu - Ok. Obrigada por ajudares da mesma forma que aqueles que me magoam em vez de me retribuírem os beijinhos que mando.

N -  acabares com ela.  os beijinhos n fazem nada.  os comentários fazem te reagir.  beijinhos não há reação.  ir ter ctg não há reacção.  estes comentários têm reacção.    tens q começar a reagir sem ser pela negativa.  é só isto q estou a dizer.  é um facto tudo isto, e tens q tomar consciência disso e fazer por mudar algo.  tu, só tu.  tens q tomar consciência do teu estado.  veres te do exterior e não apenas do interior.  ajudares te.  e dizeres para ti o q os outros tb te dizem.  e dizem de tudo.  mas tu agarras o negativo.  agarra o positivo.  de quererem ir jantar fora ctg, levar te a passear, passar o natal ctg.  viajar ctg.  ir às compras ctg.  falar ctg sobre tudo e mais alguma coisa.  coisas positivas ou neutras.  sair do teu caminho e percorrer um novo.  todos os conselhos que te dão, pq levas a mal?  são amigos/familia a tentar ajudar dentro do que conseguem, e tu vês e sentes como agressão.  não achas q pode ser uma questão de interpretação/perspectiva?  pq não colocar essa possibilidade na equação? pq n pensar que poderá haver outra perspectiva, se não várias? pq n, começar a ver as perspectvias positivas apenas?  pq n?  pq n sair do que chamas conforto? pq n? 

Eu - Tudo o que estás a dizer é aquilo que tu achas e que queres obrigar-me a achar também. Achas isso bem? Achas bem que alguém me de resposta torta quando eu mando beijinhos. Ora bolas, vão mas é dar uma curva.

N - pq n ir à Dir ?  pq n passar o natal em..?

Eu - Não acho tu é que pensas que eu tenho que achar. Vê também um pouco pelo meu lado.

N -  tudo o que cada pessoa pensa é uma interpretação própria. Se estás doente, pq não consideras que a tua pode estar negativa e distorcida?

Eu - Pq passo só há 20 anos o Natal no .....

N - por isso mm, por que não quebrar a rotina? passas na aldeia com a família do joão, qual foi a familia do joão que esteve na aldeia?   pq n passas com a tua?

Eu - Pq estou a ser acompanhada por profissionais. E sei o que sinto qd vocês me dizem o que dizem. Incriminações agora.

N - pq n passaste este natal com a tua, tendo em conta que não havia familia no alentejo mas havia cá? pq fazes sp tudo igual, só por que é costume?  

Eu - Gostas de mim, não é? Então faz o que digo, e compreende o que eu sinto.

N - o q estás a fazer por mim?

Eu - Mais nada. Não é preciso mais nada

N - pq achas q fazer pelos outros não te ajuda?  é preciso fazer mais, e começar por não pensares que não é

Eu - Pensa! Enquanto não parares p pensar. Enquanto não sentires o que eu sinto, não vale a pena. Sózinha hei-de conseguir

N -é a tua perspectiva. E estás doente, depressiva. Pensa tu que poderás estar a ver as coisas de  forma diferente há muito tempo.sabes perfeitamente o meu historial de depressão desde há anos. não há novidade. Há o lutar para fazer coisas diferentes. Já fiz muito .  de diferente nos poucos anos em q pude.  sair do conforto em busca de algo melhor.  e deixei ajudar quem me quis ajudar.  faz o que sentes, sabendo q o que sentes pode não ser o melhor para ti, mas achas que sim.  e fala com os médicos sobre esta conversa.  diz o que eu escrevi, sem fazer comentários nem depreciações, e ouve o que eles dizem em relação ao que eu escrevi.  só assim saberás de outras pessoas se o q digo é errado ou não (considerando que tu achas errado).  dizer o que eu disse, sem acrescentos nem comentários negativos.  só sobre o q eu escrevi.  vou almoçar, até já.

Eu - Vai. Obrigada aqui da irracional



Algures por 2014

"....foste para a Aldeia onde estão pessoas que não fazem festa. Devias era ir à festa de Natal em casa de X. Distraía-me com a festa. Eu não deixo que os outros ajudem a melhorar pq não faço estas coisas recomendáveis e divertidas."

Por que razão não param de me agredir? Ando quase a 4 patas e ainda levo empurrões? Poderia chamar-se Bulling. Serei uma chata de uma anormal com queixumes e lágrimas, mas então o melhor é afastar-me. Mas têm que ficar a saber porquê: Maus-tratos a uma anormal!

Neste mesmo dia considerei e reconsiderei se de facto quero continuar ou partir.
Ao longo da estrada os carros e camiões passavam por mim em grandes velocidades. Era fácil. Debaixo de um camião daqueles era certo que tudo terminaria para mim. Sei que olhei os rodados rápidos e o alcatrão e imaginei.
Ao mesmo tempo, que maneira tão pouco digna de acabar. Não podia ser assim. O mal que eu iria fazer ia multiplicar-se. E os rodados a passarem. As imagens também. Tudo arrepiante. 


Estúpida! O mais digno é ultrapassar os momentos de angústia, quase permanente. Seguir em frente, sózinha. É só comigo que devo contar. Não contar com mais ninguém. Alguém que se aproxime deixarei ou não que ajude conforme o feeling de que não me magoará.