Quem merece
Eu não mereço aquilo que tenho. O que tenho é tudo, como pode o que perdi ser tudo também?
Eu choro o que perdi. Para mim foi muito o que perdi, para o meu eu.
Deprimida? Não sei porquê. Já soube. Agora não sei.
Por que razão é tão complicada a minha condição, se há quem tenha motivos visivelmente muito mais fortes que os meus? Eu não mereço a atenção que tenho, o esforço dispendido por minha causa.
Tantos que sofrem, tantos que morrem sofrendo ... E eu aqui inútil, sem sair do torpor, talvez acomodada ao torpor.
Parece tão fácil sair, quando comparo o meu sofrimento com o de outros. Mas, por que insiste em inutilizar-me, por que não agarro eu na espada e luto? Outros fizeram-no mas ... eu, quem sou eu se não um ser inútil?
Here I write my experiences, moments of my life good and bad. Mourning the dead of my parents and the consequent depression that I suffered. My main objective is, through my experience, to show other people that they are not alone. Show other people how it was to climb a monstrous mountain that consumed me for a long time. Do not feel alone, for this is the worst that can happen in our lives
Saturday, January 30, 2016
O Sino
Ó sino da minha aldeia.
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
....
Sinto mais longe o passado, sinto a saudade mais perto
Fernando Pessoa
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
....
Sinto mais longe o passado, sinto a saudade mais perto
Fernando Pessoa
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