Here I write my experiences, moments of my life good and bad. Mourning the dead of my parents and the consequent depression that I suffered. My main objective is, through my experience, to show other people that they are not alone. Show other people how it was to climb a monstrous mountain that consumed me for a long time. Do not feel alone, for this is the worst that can happen in our lives
Monday, September 26, 2016
Subconsciente
As feridas que ainda jorram sangue, quase impossíveis de descrever, e a dôr que me deixam vêm do subconsciente.
Dias antes da operação delicada do Francisco, a dado momento, assalta-me um pensamento:
"Falta uma semana. Talvez seja melhor não deixar passar de amanhã para lhes dizer. Por um lado porque ficariam ofendidos de só os informar muito perto da hora, e por outro lado falar no assunto com antecipação causaria uma ansiedade prolongada". Vai ser amanhã!
A fracção de segundo foi tão pequena que mal pude tomar consciência dela. Mas agarrei-a a tempo de me aperceber que não estava em mim, e que continuarei a ter estes momentos, talvez de insanidade, quem sabe.
Tudo porque as feridas não cicatrizam. Será que nunca mais?
Friday, September 9, 2016
O meu Anjo
O meu Anjo está doente. Eu tenho que ser forte esquecendo as minhas fraquezas.
Quem me ajuda, meu Anjo!
Volta bom e mais forte porque preciso tanto de ti.
Meu Anjo, meu Anjo, meu Anjo
Wednesday, August 24, 2016
Dia do Pai 2015
20 de Março de 2015
Uma foto feliz: eu de braço dado contigo, meu Pai, os dois com ar feliz.
Faço Post no Face, por ser dia do Pai, e passam 24 horas, nem um único comentário.
Será que é por comoção? Sentem tanto que não há palavras, ou será que me tomam por sofrer de certa insanidade mental e obsessão? Quem saberá? Eu não! Nem vou querer saber. Fiquem-se que eu também fico muito bem, meus "amigos". Ainda são capazes de me dar descomposturas para me convencerem a não pensar mais nisso.
"Isso"!
Bah!! Desprezo da minha parte, não sem uma certa raiva e tristeza interior, confesso. São fracos, não sabem o que fazem. Lido com essas pessoas mas, tudo mudou. Fiquei bastante mais pobre porque a perda foi irreparável, e mais rica em conhecimento, em resistência para analisar as reacções de todos e julgá-las aos meus olhos.
A vida é minha, pois, por isso, sinto o que eu quiser e sinto quando quiser, como quiser e os outros que se lixem. Mesmo com boas intenções, desprezo quem não sabe sentir
Wednesday, August 10, 2016
Aos meus queridos que já partiram
Que, com grande Amor, me trouxeram à Vida. A ti Mãe, em especial, que te sacrificaste por mim, que choraste por mim, que, sem hesitação alguma me acompanhaste nos piores momentos

Foram e levaram parte de mim. Eu era aquela. Aquela que acompanhava e era sempre acompanhada pelos dois. Desde aí deixei de ser eu. De mim levaram uma parte e em mim deixaram a vossa parte. Sou outra, sem dúvida.
Quem me dera poder voltar a colocar cada uma no seu lugar e cada um ficava com a sua parte.
Era um presságio divinal.
Parabéns pelo dia feliz de hoje.
Que, com grande Amor, me trouxeram à Vida. A ti Mãe, em especial, que te sacrificaste por mim, que choraste por mim, que, sem hesitação alguma me acompanhaste nos piores momentos
Foram e levaram parte de mim. Eu era aquela. Aquela que acompanhava e era sempre acompanhada pelos dois. Desde aí deixei de ser eu. De mim levaram uma parte e em mim deixaram a vossa parte. Sou outra, sem dúvida.
Quem me dera poder voltar a colocar cada uma no seu lugar e cada um ficava com a sua parte.
Era um presságio divinal.
Parabéns pelo dia feliz de hoje.
Thursday, August 4, 2016
Terei que observar as estrelas do céu uma a uma, nas noites bem escuras. Serão elas as minhas companheiras e amigas incondicionais
As estrelas, sim.
Levantar a cabeça, fortalecer o meu corpo cansado e ficar a olhar para elas
Friday, July 1, 2016
Energia ...
... é o que me falta. Sinto-me fraca, sem forças nas pernas, custa-me andar. Um peso na cabeça, apetece-me dormir. Dormir o tempo todo.
Já tenho o meu cemitério arrumadinho num cantinho do meu coração. Recordo os entes querido que perdi, mas normalmente, não me deixo perturbar por essas recordações. Só uma vez por outra.
Continuo deprimida, triste, sem energia, sem vontade de nada, vazia.
Medicamentos ... São muitos. Fazem bem, fazem mal, não saberei. Segundo a Isabel não é deles que eu preciso mas sim de arranjar defesas físicas par combater uma doença oportunista. Ela instalou-se, aproveitando momentos fracos do sistema "imunitário", como que um vírus quando o organismo está fraco. O organismo tem que fortalecer e há medicamentos que estão a fazer o oposto.
Neste momento, não me parece que consiga combater o "vírus" que me mata lento e maléfico.
Já tenho o meu cemitério arrumadinho num cantinho do meu coração. Recordo os entes querido que perdi, mas normalmente, não me deixo perturbar por essas recordações. Só uma vez por outra.
Continuo deprimida, triste, sem energia, sem vontade de nada, vazia.
Medicamentos ... São muitos. Fazem bem, fazem mal, não saberei. Segundo a Isabel não é deles que eu preciso mas sim de arranjar defesas físicas par combater uma doença oportunista. Ela instalou-se, aproveitando momentos fracos do sistema "imunitário", como que um vírus quando o organismo está fraco. O organismo tem que fortalecer e há medicamentos que estão a fazer o oposto.
Neste momento, não me parece que consiga combater o "vírus" que me mata lento e maléfico.
Wednesday, June 8, 2016
Saturday, May 14, 2016
Porquê as nossas vidas tão curtas?
Que sorriso! Faz-me sorrir e também me deixa a alma partida.
Quão feliz tu foste, meu Pai, a minha Avó feliz, sempre alegre, pronta para qualquer pândega.
Como eu fui feliz contigo e com a Mãe.
Faz-me recordar, reviver mas por que me entristece ao mesmo tempo? Fomos felizes como raramente uma família é, e por que razão choro eu agora? Tudo tem um fim que nos deixa marcas e recordações. Pequenas mas tão grandiosas como as nossas vidas.
É por isso que choro. Porquê tão curtas?
Friday, May 6, 2016
Não estavas lá
Avenidas de Lisboa. Que nem furacão vem-me a imagem do Pai por ali passando, como de costume.
Ilusão, pura ilusão ou alucinação. Não, não podia estar lá.
Um choque tremendo, me atordoou o peito. Que ilusão a minha tão descabida e tão desejada.
"A chuva ouviu e calou meu segredo à cidade E eis que ela bate no vidro trazendo a saudade" - Chuva de Mariza
Ilusão, pura ilusão ou alucinação. Não, não podia estar lá.
Um choque tremendo, me atordoou o peito. Que ilusão a minha tão descabida e tão desejada.
"A chuva ouviu e calou meu segredo à cidade E eis que ela bate no vidro trazendo a saudade" - Chuva de Mariza
Wednesday, April 20, 2016
Irei construir um cemitério dentro de mim
Um espaço especial muito recôndito, onde só eu chegarei.
Lá estarão todos os que perdi. Estarão bem perto, abordá-los-ei sempre que queira, apelarei por cada um quando, indefesa, me sentir insegura.
Serão meus entes queridos, muito bem guardados. Sózinha seguirei neste cemitério onde terei todos por companhia.
Como será? Soturno ou alegre, cheio de flores e aves canoras. Ensurdecedoras, não me deixarão comunicar com eles, os meus entes queridos.
Eu, perdida, bradarei aos céus "Porquê esta solidão", "Porquê esta inquietude"? Tão acompanhada e tão só, tão acompanhada e tão perdida.
Tenho saudades de quando eu era eu. Eu completa. Agora foram-me extorquidas partes de mim. Já não estou completa.
Partes de mim
Um espaço especial muito recôndito, onde só eu chegarei.
Lá estarão todos os que perdi. Estarão bem perto, abordá-los-ei sempre que queira, apelarei por cada um quando, indefesa, me sentir insegura.
Serão meus entes queridos, muito bem guardados. Sózinha seguirei neste cemitério onde terei todos por companhia.
Como será? Soturno ou alegre, cheio de flores e aves canoras. Ensurdecedoras, não me deixarão comunicar com eles, os meus entes queridos.
Eu, perdida, bradarei aos céus "Porquê esta solidão", "Porquê esta inquietude"? Tão acompanhada e tão só, tão acompanhada e tão perdida.
Tenho saudades de quando eu era eu. Eu completa. Agora foram-me extorquidas partes de mim. Já não estou completa.
Partes de mim
Thursday, April 14, 2016
Onde
Cada noite admiro, incrédula, a fotografia que me guarda enquanto descanso.
Não, Pai, não desapareceste, não me abandonaste.
Onde estás?
Não, Pai, não desapareceste, não me abandonaste.
Onde estás?
Tuesday, April 5, 2016
What a wonderful world
Why can't I see it? Why am I blind? Where is the wonderful world!?
..
O dia em que me deixaste, não posso esquecer. At every moment I remember the temperature of your already dead body. You just left me!
I remember the good moments, and I miss them so.
This is the wonderful world
Why can't I see it? Why am I blind? Where is the wonderful world!?
..
O dia em que me deixaste, não posso esquecer. At every moment I remember the temperature of your already dead body. You just left me!
I remember the good moments, and I miss them so.
This is the wonderful world
Thursday, March 24, 2016
Tuesday, March 22, 2016
Há instantes morrera
De Mariza Chuva
http://youtu.be/tC88Oyz8Khs
"Há dias que marcam a gente"
Esperei pela chamada para tomar contacto com a dura realidade:
Há instantes morrera
Abracei-o passando um braço por baixo do corpo inerte, mas ainda quente. A minha mana atónita, presa ao chão ouviu-me dizer: Ainda está quentinho. A ternura que senti foi imensa. Não quereria largá-lo mais pois aquilo que parecia ser um acreditar, não o era. Não podia ser: "Ele não morrera, até estava quentinho". Meu choro de menina mimada e perdida redobrou. Afinal morrera, abandonou-me. Aquele que eu tanto queria na minha companhia.
Afinal
Há Instantes Morrera"
De Mariza Chuva
http://youtu.be/tC88Oyz8Khs
"Há dias que marcam a gente"
Esperei pela chamada para tomar contacto com a dura realidade:
Há instantes morrera
Abracei-o passando um braço por baixo do corpo inerte, mas ainda quente. A minha mana atónita, presa ao chão ouviu-me dizer: Ainda está quentinho. A ternura que senti foi imensa. Não quereria largá-lo mais pois aquilo que parecia ser um acreditar, não o era. Não podia ser: "Ele não morrera, até estava quentinho". Meu choro de menina mimada e perdida redobrou. Afinal morrera, abandonou-me. Aquele que eu tanto queria na minha companhia.
Afinal
Há Instantes Morrera"
Monday, March 21, 2016
Choro sem chorar
O meu coração desfaz-se
Oh, maléfica tristeza
Por que hei-de sofrer assim
Não posso passar sem eles
Faziam parte de mim
Sem eles sou apenas um resto de mim
Esta indiferença ao mundo que me rodeia
Tenho que a esconder
Sob pena de magoar alguém sem querer
Choro sem chorar
É uma dôr, com um sorriso
É um falar como se fosse outra
Por fora falo, por dentro choro
Ai quem me dera que a vida não fosse assim
Assim aliada de tão perto à malfadada morte
E continuo ....
Choro sem chorar
O meu coração desfaz-se
Oh, maléfica tristeza
Por que hei-de sofrer assim
Não posso passar sem eles
Faziam parte de mim
Sem eles sou apenas um resto de mim
Esta indiferença ao mundo que me rodeia
Tenho que a esconder
Sob pena de magoar alguém sem querer
Choro sem chorar
É uma dôr, com um sorriso
É um falar como se fosse outra
Por fora falo, por dentro choro
Ai quem me dera que a vida não fosse assim
Assim aliada de tão perto à malfadada morte
E continuo ....
Choro sem chorar
Saturday, March 19, 2016
Tuesday, February 2, 2016
Carta à minha Mäe
Aqueles momentos que juntas recordamos
Aqueles momentos de que só tu te recordas
Aqueles momentos de que só eu me recordo
São aqueles momentos que me atormentam
Não vão voltar nunca mais!
Mãe, que saudades tenho de chorares por mim
De chorares por eu não entender as saudades que me atormentariam hoje
Do teu apoio sem limites em momentos difíceis por que passei
O apoio único que me deu forças para ultrapassar tantas agruras
Lembras-te Mãe?
Juntas não esqueceremos nunca mais
Quando me vires a caminho de nos encontrarmos vamos chorar as duas a nossa alegria
A alegria de podermos finalmente reviver tudo
Voltar a tudo abraçar, tudo o que foi a nossa vida
Olharemos o futuro juntas
Ao nosso lado estará Aquele que a ti te acompanhou e que eu sempre adorei
Adorámo-lo sim!
Vamos encontrar-nos e continuar a viver como sempre vivemos (apagamos a adolescência, está bem?) ...
Em Paz
Aqueles momentos que juntas recordamos
Aqueles momentos de que só tu te recordas
Aqueles momentos de que só eu me recordo
São aqueles momentos que me atormentam
Não vão voltar nunca mais!
Mãe, que saudades tenho de chorares por mim
De chorares por eu não entender as saudades que me atormentariam hoje
Do teu apoio sem limites em momentos difíceis por que passei
O apoio único que me deu forças para ultrapassar tantas agruras
Lembras-te Mãe?
Juntas não esqueceremos nunca mais
Quando me vires a caminho de nos encontrarmos vamos chorar as duas a nossa alegria
A alegria de podermos finalmente reviver tudo
Voltar a tudo abraçar, tudo o que foi a nossa vida
Olharemos o futuro juntas
Ao nosso lado estará Aquele que a ti te acompanhou e que eu sempre adorei
Adorámo-lo sim!
Vamos encontrar-nos e continuar a viver como sempre vivemos (apagamos a adolescência, está bem?) ...
Em Paz
Saturday, January 30, 2016
Quem merece
Eu não mereço aquilo que tenho. O que tenho é tudo, como pode o que perdi ser tudo também?
Eu choro o que perdi. Para mim foi muito o que perdi, para o meu eu.
Deprimida? Não sei porquê. Já soube. Agora não sei.
Por que razão é tão complicada a minha condição, se há quem tenha motivos visivelmente muito mais fortes que os meus? Eu não mereço a atenção que tenho, o esforço dispendido por minha causa.
Tantos que sofrem, tantos que morrem sofrendo ... E eu aqui inútil, sem sair do torpor, talvez acomodada ao torpor.
Parece tão fácil sair, quando comparo o meu sofrimento com o de outros. Mas, por que insiste em inutilizar-me, por que não agarro eu na espada e luto? Outros fizeram-no mas ... eu, quem sou eu se não um ser inútil?
Eu não mereço aquilo que tenho. O que tenho é tudo, como pode o que perdi ser tudo também?
Eu choro o que perdi. Para mim foi muito o que perdi, para o meu eu.
Deprimida? Não sei porquê. Já soube. Agora não sei.
Por que razão é tão complicada a minha condição, se há quem tenha motivos visivelmente muito mais fortes que os meus? Eu não mereço a atenção que tenho, o esforço dispendido por minha causa.
Tantos que sofrem, tantos que morrem sofrendo ... E eu aqui inútil, sem sair do torpor, talvez acomodada ao torpor.
Parece tão fácil sair, quando comparo o meu sofrimento com o de outros. Mas, por que insiste em inutilizar-me, por que não agarro eu na espada e luto? Outros fizeram-no mas ... eu, quem sou eu se não um ser inútil?
O Sino
Ó sino da minha aldeia.
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
....
Sinto mais longe o passado, sinto a saudade mais perto
Fernando Pessoa
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
....
Sinto mais longe o passado, sinto a saudade mais perto
Fernando Pessoa
Thursday, January 7, 2016
Os Anjos
Os Anjos também se saturam
Um dia destes percebi que estou presa dentro de mim.
O que sinto é só meu, o que choro é só para mim e dentro de mim ...
Um dia destes percebi que estou presa dentro de mim.
O que sinto é só meu, o que choro é só para mim e dentro de mim ...
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